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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Saindo de mim.

As vezes...
Me pego,
 Saindo de mim!


E de repente...
Me vejo a caminhar, naquele meio!
Onde; as árvores belas,
Deixaram cair por entre elas,
Suas folhas de cetim!

E para que meu caminhar,
fosse o mais belo...
Enquanto os seus galhos,
Deslisavam no meu corpo...
Os seus cheiros,
Exalavam,
Sobre mim!!!


Gildo Nascimento.

domingo, 25 de setembro de 2011

Vito parte 01

Vito: 
-Vito parece que ja nasceu com uma missão...
Sua mãe, quando se descobriu gravida... Seu pai a deixou com a desculpa de trabalhar em São Paulo, dizendo ele, da necessidade de ganhar mais dinheiro para que pudesse sustentar melhor sua família.
E (ela), marinheira da terceira viagem concordou com ele e la ficou; com a esperança de que um dia tudo pudesse melhorar e todos fossem felizes para sempre.
Ele satisfazendo seu desejo, embarcou para São Paulo.
Assim se passou o tempo e ele nada de mandar notícias e muito menos qualquer tipo de ajuda...
(ela) como não tinha outra saída; o jeito era se virar como podia, lavava e passava roupa pra fora, mas aquilo lhe rendia muito pouco, ou quase nada. Vases trocava seu trabalho por comida.
E quando as coisas se tornavam mais difíceis o jeito era; hora contar com a ajuda da sogra, hora com a ajuda da mãe.
O tempo passou, Vito nasceu. Notícia do pai que era bom, ainda nada. 
Certo tempo, Vito ja com quase um ano; eis que chega no lugar...
alguém que veio a passeio e levou notícias...
O pai do Vito em São Paulo; constituiu outra família.
(No futuro, com a qual teve dois filhos.
Um menino e uma menina).
...Recebeu essa notícia, mas continuou levando sua vida como estava acustumada.
nesse meio tempo, dois anos e pouco depois, eis que;(ele o pai) chega a passeio, e como se nada tivesse acontecido quer conhecer o filho.

È como se nada do que passou naquele tempo todo, desde que ele foi embora fizesse sentido.
 O seu filho lhe foi apresentado.
 E qual não foi o seu espanto ao ver o garoto!


Ele (o pai), tem uma reação surpreendente !
Noossa, esse menino... !!!


Gildo Nascimento.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sonhar mais um sonho!

Oh! mata que chora e grita...
Sei que um dia foste verde!

E assim como você ...

fui criança.
E me viste crescer        

E no seu entre-meio
me viste correr!
E entre ti, ousei sonhar!
sonhar;
apenas mais um sonho,
por nós dois!


nos meus sonhos estavam escritos:
Eu so queria crescer,
e poder voltar...
E de novo correr e brincar,
como em; que nem criança!
E no seu entre-meio,
por entre as matas!
E outra vez poder sonhar...!


Gildo Nascimento.

Em tom de azuis!

A pesar da pouca luz, todos se divertiam normalmente.
...pareciam familiar aquele lugar!
Mas para mim; tudo era diferente, também!
era a primeira vez em que alí estara, claro que eu precisava de um tempo para me acostumar...
Continuei por alí; andando em circulo no salão.
Afinal, eu não sabia como fui parar naquele lugar onde todos alí
pareciam não me ver!
E eu, sentindo-me um peixe fora d'água, mas fingindo não saber...
Tudo parecia escuro, e um mistério no ar .
Até que de repente em meio a multidão um clarão apareceu,
era uma luz azul que tomou conta de mim, me envolvendo em seu vestido, como blusa de cetim.
fiquei alguns instante atordoado, até que voltei a mim...
Senti-me um pouco cansado!
Ao olhar naquele canto então pode observar aquela moça tão bela
que me fez admirar!
Alí; ninguém parecia ver aquela imagem!
para mim, tudo era tão absurdo...
Aos poucos aquele lugar foi clariando em ton azuis.
A cor do vestido dela,
...como pedra de anil!
De repente olhei pra ela, a vi olhando pra mim,
nunca vi coisa tão bela, foi Deus quem te fez assim...!
Me aproximei dessa moça querendo assim conversar, quando peguei nas mãos dela começei a acordar!

Tudo não passou de um sonho,
pareceu tão verdadeiro
pra quem se apaixonou
pelo seu amor primeiro


Gildo Nascimento.




Absoluta senhora!

                Ah!

Se eu podesse falar pra você...
outra vez que eu te amo!
mandaria eu a tí...
milhões de versos impresso em flores,
que te afogaria de saudades!


E amarias tu a mim,
tanto quanto amei a tí,
e eternamente serias assim...
absoluta senhora !!!


Gildo Nascimento.


Ao vento que me balança!


Eu sou um grilo que canta
nas noites de solidão
ao vento que me balança
num galho à cima do chão


aqui, choro minhas mágoas
em forma do meu cantar
até que o último dos amantes
possa emfim...
me escutar!!!


Gildo Nascimento.

Cadê aquele menino que andava por aqui ?


Andava a sós por esse canto, não tinha medo de nada !
Revirava o mundo e o fundo apenas por revirar ...
Alí não havia amigos; alí não tinha ninguém...
...achava belo caminhar... !
Ah! Como eu sonhava ouvindo os pássaros cantando, parecia uma orquestra, todos alí fazendo festa, felizes em me ver passar...! Era como se eles ouvissem o meu pensar.
E assim ficava por horas olhando aquela conôa balaçando e flutuando na beira daquele mar .
E eu alí ;  tão pequenino, sozinho naquele lugar;
eu jamais pensei em nada; so via o tempo passar!


Gildo nascimento