terça-feira, 27 de dezembro de 2011
MENTE FRIA
AINDA
Que esse tempo maldito
Sufocar minha voz
Meu grito
ecoará por ti
Olho para o tempo que me resta e só vejo sua saudade me possuindo
E aos poucos corroendo a base que me suporta
O Céu me ouvirá agora
Sinto-me, perdendo
Em nada mais posso crer
Sou um corpo sem alma
De uma mente fria
Deixo a ti meu coração
Tudo que me resta
Para que também, possas sentir
o meu último pulçar
De minha solidão!!!
Gildo Nascimento.
sábado, 24 de dezembro de 2011
DESNUDO
ME DESNUDO De tuas vontade
Faço minhas... teu querer
o tempo secará minhas lagrimas
que me banham
ao chorar por ti
meu corpo nu,
revesti-me de tua saudade
seu cheiro ainda está em mim
a marca de um beijo teu
em minha fáce
revela-me a minha pele crua
meus olhos te dirão
o que você não vê
sangue meu coagulando
dentro do meu peito
em cada gota que pinga
uma fonte de saudade
de um carção à bater
Gildo Nascimento
Faço minhas... teu querer
o tempo secará minhas lagrimas
que me banham
ao chorar por ti
meu corpo nu,
revesti-me de tua saudade
seu cheiro ainda está em mim
a marca de um beijo teu
em minha fáce
revela-me a minha pele crua
meus olhos te dirão
o que você não vê
sangue meu coagulando
dentro do meu peito
em cada gota que pinga
uma fonte de saudade
de um carção à bater
Gildo Nascimento
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
SAUDADES DE MIM
Ah!
Quantas saudades me sinto...
Tenho meu corpo arranhado
E seu cheiro ainda está em mim
Despido do meu quádro
Nada mais me faz sentido
Sou apenas um retrato pendurado
Um corpo molhado
Que caminha na penumbra
Uma alma
Que vaga na poeira da noite
Uma sombra que fica
Do meu corpo gelado!
Gildo Nascimento
Gildo Nascimento
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
MUNDO DE FLORES
SE EU PODESSE...
Ah!!! Se eu podesse !!!
Trazer-te presa ao um mundo de flores !
Onde todos os perfumes...
Fosse apenas o seu ! E todas as dores do mundo
Não tivesse !
Nem apenas o silênsio atrapalha-se o descanso
De uma noite vazia !
E a solidão jamais fizesse morada !
Um mundo onde reluzir-se
Apenas seu encanto !
GILDO NASCIMENTO
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
SENTIDO DE UMA CARENCIA
NADA FAZ SENTIDO
Quando estou perto de você
Me sinto tua...
Mesmo você não me vendo estarei te olhando.
Mesmo não te tocando estarei te sentindo.
E, por onde você estiver passando com
meus pensamentos estarei te seguindo.
Nos seus olhos eu me vejo.
Encanto-me com teu sorriso.
No teu corpo está o meu desejo,
em tua Alma meus sentidos.
Você é minha vontade
Um sonho bonito que estarei vivendo.
GildoNascimento.
domingo, 27 de novembro de 2011
CARTA PARA MINHA AMADA
Fazenda Tabu: Caaporã, Paraiba.
08 de setembro, de 1961. "CARTA PARA MINHA AMADA"
VOCÊ NÃO SABE
A vida aqui mudou ...
Tudo está tão diferente ...
Nada é mais como era ante s...
O que por vera ainda continua
Como se minha alma fosse sua :
É a saudade que ainda sinto de você !
Nossos amigos se espalharam ...
Moram em outro lugar .
Aqui; acabei ficando sozinho !
E por muito tempo guardei a esperança, de um dia você voltar ...
Sabe aquele seu retrato
Pendurado na parede ?
Hoje todo empoeirado, está no mesmo lugar ...
Às vezes me bate uma saudade imensa, que meu peito não aguenta
Então começo a chorar !
Lembro do nosso namoro , nossa vidinha ...
Ah! Você era meu tesouro !
VELHO: Hoje estou ciente que o tempo não vai voltar ...
Mesmo se você voltasse... O que seria de nós ?
Depois de tanto tempo ...
De nada adiantaria ...
O que de mais belo de mim levaste ,
Quando partiste, me deixando aqui ...
Hoje envio essa carta, devolvendo a ti ,
Todo amor que me negaste !
... Não sei onde te encontrar.
Não tenho seu endereço.
Mas sei também que o tempo se imcumbirá de encontrá-la.
E assim ...
Só assim :
Tu saberás o quanto te amei !
Sem mais .
Ass: Alguém que desistiu de amar !
Gildo Nascimento.
PEDÁÇOS DE MIM.
O trem tão devagar:
Está levando meu bem!
Aqui fiquei tão só...
Como que por desencanto;
A olhar sua partida!
E se nunca mais você voltar...
E eu ficar aqui sozinho para sempre!
E se meu amor por ti,
Nunca acabar!
E se eu não resistir de tanta saudade...
Voce se importa se eu chorar?
Será que depois de tudo...
Viver ainda me resta!
Ou será que devo arrancá-la de dentro de minha alma!
Espulsando-a para sempre de dentro de mim!
Ou fico aqui plantado,
Sozinho à esperar,
Voce voltar e recolher,
Apenas pedáços de mim?
Mesmo que depois de mil anos,
Minha alma ainda estará aqui...
Te amando!
A te esperar!
Gildo Nascimento
Está levando meu bem!
Aqui fiquei tão só...
Como que por desencanto;
A olhar sua partida!
E se nunca mais você voltar...
E eu ficar aqui sozinho para sempre!
E se meu amor por ti,
Nunca acabar!
E se eu não resistir de tanta saudade...
Voce se importa se eu chorar?
Será que depois de tudo...
Viver ainda me resta!
Ou será que devo arrancá-la de dentro de minha alma!
Espulsando-a para sempre de dentro de mim!
Ou fico aqui plantado,
Sozinho à esperar,
Voce voltar e recolher,
Apenas pedáços de mim?
Mesmo que depois de mil anos,
Minha alma ainda estará aqui...
Te amando!
A te esperar!
Gildo Nascimento
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
SONHOS
Eu sei que os sonhos não são para sempre!
E que os dias não voltam jámais!
...São como água que deslizam na colina!
E que de tão límpidas e pura;
Até perece chuva, quando cai...
Ou como nuvens, que em noites fria neblina!
Assim é a noite.
Que como a vida;
Ora vivida.
Não volta jámais!
Gildo Nascimento
E que os dias não voltam jámais!
...São como água que deslizam na colina!
E que de tão límpidas e pura;
Até perece chuva, quando cai...
Ou como nuvens, que em noites fria neblina!
Assim é a noite.
Que como a vida;
Ora vivida.
Não volta jámais!
Gildo Nascimento
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
HELENA aflita
ERA TARDE
Helena: Aflita, aguardava seu pai , que não chegava...
... Trasia seu vestido.
Era uma ocasião especial! A final; não é todo dia que se comemora "quinze anos!" Ainda com uma festa!
Seus amigos; daqui a pouco estarão por aqui...
... Helena sorria; tendando manter em seu rosto uma falsa alegria!
... Tentando esconder sua tristeza!
... E seu pai que não chegava. Deixando-a cada vez mais preoculpada!
Pra lá e pra cá, ela caminhava. Em seu semblante; a marca da ilizão !
Os amigos foram chegando... Helena não dizia nada... Fazendo questão de manter a
discrição! Mas sua preoculpação era grande. Afinal seu pai, só tinha ido buscar seu vestido de debutante . Que por dias; havia sido encomendado. Era só ir até la e, pegá-lo. E ela não entendia; porque tanta demora...
O telefone toca: Ela não atende!
Estática num canto da sala; Helena tremia!
- O telefone, o telefone...: Alguem a gritar. Ela, inerte! Sem reação! Um medo medonho; tomou conta de si.
Helena chorava! Ela parecia perceber o que viria...
Alguem atende...!
-Nãããooo, nãããooo!!!
Ele grita!
Parece; se confirmar todo temor,
que Helena sentia...
Tomada por uma emoção incontida:
Helena sabia...
Todo seu temor, à se confirmar!
E diante daquela emoção:
Ela desmaia!
E agora!!! À se perguntar!
O que fazer...? So chovia!
Todos alí... Perplecso: Em quanto a chuva caía!
...Sem saber o que fazer: Diante da noticia de que o pai de Helena, não mais viria...
Decidiram, por socorrer Helena!
...Era o melhor; que seria...!
Helena volta à si:
Helena parecia que não percebia
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
EM NOME DA MINHA MÃE.
- Seu Doutor eu tou aqui,
Pra lhe pedir compaixão! -Em nome da minha mãe;
Quero lhe pedir perdão !
-O senhor estudou tanto ... Mas não consegue entender...
-O que é viver sem nada e ter que sobreviver!
-Minha mãe têm onze filhos. -Pense no que vai fazer...
-Eu so ajudava ela, pra nós ter o que comer!
-O meu pai quando morreu: -Deixou a gente sem nada. -Se não fosse minha mãe, nós já estavamos na estrada !
-Solte minha mãe Doutor! -A bichinha é inocente! -Se o senhor deixa-la presa; ninguém vai cuidar da gente !
-Lá em casa não têm nada que a gente possa fazer ...
-Mamãe só pegou dois pães; pra nós termos o que comer !
-Meus irmãos são tão pequenos ; sei que não vão aguentar...
-Se for pra ficar sem ela ; o senhor pode me matar !
-Me descupe seu doutor : Eu preciso ir embora, vou cuidar dos meus irmãos, que nesse momento chora!
-Eles não fica sem eu: Já que minha mãe foi presa por um pedaço de pão, pra botar em nossa mesa!
-Peço mais uma desculpa, por eu não saber falar... -Eu me sinto com vergonha; pois nunca pude estudar! -Diferente do Doutor, que nasceu em berço de ouro, estudou em boa escola, angariando tezouros !
-Seu Doutor eu vou embora; já que, a minha mãe fica...
-Antes pegue esse bilhete : Ele por si só, lhe esplica ...
Entregou o tal bilhete... Olhou para mãe e chorando saíu!
O Doutor ficou pensando: No que o menino falou e foi pegar o bilhete, que no lixo, ele jogou!
O "papel amassado": Mesmo assim, o Doutor leu... Ao ver o que estava escrito: O Magistrado tremeu!
No bilhete, tava assim:
"Josefa meu amor! É com muita tristeza que ti deixei essa escrita.
Não quero nunca que os meninos tome conhecimento dessa história.
Cuide bem deles, faça com que eles estudem. faça o que for preciso para que o nosso filho mais velho
se torne advogado. E assim: depois dele doutor; aí você mostra a ele essa carta. que estou lhe deixando.
Se nenhum deles se formarem doutor, aí vocâ dê tudo por perdido e esqueça o que te falei! Você sabe porque eu estou dizendo isso.
Essas terras aqui; dessa cidade, era toda minha. herança da minha família deixada pelos meus bisavós,
pra meu pai, que acabou ficando pra mim.
Só que essa família desses poderosos, fizeram-me ameaças. Se eu não assinasse o documento das terras
passando tudo pra eles, como se tivesse vendido... Então eles mandavam matar todos vocês, você e os meninos.
Me perdoe meu amor! Não tive outra saída. foi o único jeito de proteger minha família!
Tome cuidado! Nunca deixe as crianças pegar nessa carta!
Quero te dizer também; que a minha morte não foi um acidente.
A tristeza é muito grande! Sei que não vou resistir a tanto desgosto. se for pra viver assim:
Prefiro morrer!
Aqui findo. Beijo pra você e as crianças!!!
Sem mais. José Severino da Silva.
O magistrado: Depois de lêr o tal bilhte, sensibilisado com aquela situação; apesar de não poder fazer muita coisa. Arbitrou uma fiança... Que mesmo pagou... pôs a mulher em liberdade.
Adotou a todos. A pobre mulher com seus onze filhos!
Contratou bons advogados para que pudesem reaver tudo que seu pai roubou daquela família!
E com tudo: O tempo passou. O juiz conseguiu formar a todos.
hoje tão todos formados, homens de bem! A mãe: velha mas ainda forte.
O juiz; morreu. E por ser o único herdeiro do seu pai, deixou um testamento; deixando todo, para quem, de direito.
Com sua morte:
O processo foi arquivado.
E todos viveram falizes para sempre!
justiça divina tarda mas não falha!
Gildo nascimento.
sábado, 12 de novembro de 2011
HELENA SO TEM UMA RAZÃO: "o amor não acaba"
QUANTAS FLORES ME MANDASTE:
Quantas dores me causaste !
Me fizeste até pensar que me amava !
As cartas que recebi...
Perdi meu tempo ;
acreditando em ti !
Diante de um sonho ;
me tornei só tua !
E me fizeste mulher !
Que culpa tenho eu...
Se não me amaste !
Me usaste o quanto quis !
E me deixaste...
Sabia que fiquei sofrendo ?
Mas aquela que te queria ;
Não existe mais !
Por pouco, não fiquei louca !
De amor quase morri !
Meu mundo era belo !
Eu tinha um sonho...
Dei tudo de mim...
...Pra viver uma paixão !
A lona caiu ...
Meu mundo acabou-se !
![]() |
Sentada num canto ,
remoendo sua incerteza...
Helena
Só tem uma razão :
Ela so queria ser amada !!!
Gildo Nascimento
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
HELENA TA SOLTA
Corre, corre, corre !
Helena ta nua !
Feche todas as saidas !
Helena ta solta, saindo pra rua !

Helena delira, enquanto o povo todo grita :
- Helena sem alma !
... Dança , em seu palco mais profundo !
Num descompasso medonho !
Ela não tem coração !
Ela não se reconhece ,
nem tão pouco, seu amado !
O que será de você !
Helena não tem mundo !
...Perante os olhares atentos de sua alma ;
num vestido cinza de seda , em estilo degodê;
ela se sente ; a mais bela do mundo !
... Saracoteando pra lá e pra cá .
Girando em torno de si...
Helena so tem uma razão...!
Ela so queria ser amada!
Gildo Nascimento
Helena ta nua !
Feche todas as saidas !
Helena ta solta, saindo pra rua !

Helena delira, enquanto o povo todo grita :
- Helena sem alma !
... Dança , em seu palco mais profundo !
Num descompasso medonho !
Ela não tem coração !
Ela não se reconhece ,
nem tão pouco, seu amado !
O que será de você !
Helena não tem mundo !
...Perante os olhares atentos de sua alma ;
num vestido cinza de seda , em estilo degodê;
ela se sente ; a mais bela do mundo !
... Saracoteando pra lá e pra cá .
Girando em torno de si...
Helena so tem uma razão...!
Ela so queria ser amada!
Gildo Nascimento
LEVANDO MEU CORAÇÃO
lá se vai a minha bela...
levando meu coração!
mar a dentro, mundo a fora.
só me resta a solidão!
fiquei só, amada querida!
de mim, não tens compaixão!
Lá se vai a minha bela,
levando meu coração!
Sei que por ti
jamais serei visto, Oh! Bela, querida!
Vou ampliar seu retrato
e guardar no coração,
pra quando eu sentir saudades,
não morrer de solidão!
Gildo Nascimento
levando meu coração!
mar a dentro, mundo a fora.
só me resta a solidão!
fiquei só, amada querida!
de mim, não tens compaixão!
Lá se vai a minha bela,
levando meu coração!
Sei que por ti
jamais serei visto, Oh! Bela, querida!
Vou ampliar seu retrato
e guardar no coração,
pra quando eu sentir saudades,
não morrer de solidão!
Gildo Nascimento
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
HELENA
Helena :
Com a ternura de um entardecer !
Aflita, quase nua !
Em sua loucura
busca seu prazer !
...Em meio a solidão ;
procura, apenas um rosto
e uma mão que lhe afaga !
Enquanto delira :
Do seu coração, recolhe apenas pedaços !
... Caminhando em vão ,
buscando encontrar seu amor que não tivera !
Blusa cor da pele .
Um toque macio .
Seios a mostra .
Roupas molhadas pelo chão !
Um tremendo vazio...!
Seu coração está partido ...
Ela está doente !
Helena tem pressa ...
...Caminha sozinha pela rua ,
debaixo de frio ,
no meio da noite !
Escondida dentro de si mesma ...
Helena vaga !
Encolhida sozinha, num canto da sala ..
Em delírio; mais profundo !
Em meio a solidão que não acaba !
Helena so tem uma razão.
Ela so queria ser amada !!!
Gildo Nascimento.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
NO PÉ DO TRONCO.
Menino forte
Menino forte, mas muitas vezes chorava, no pé do tronco, onde sue pai apanhava!
O menino que era forte, nesse dia ele chorou! Livrou seu patrão da morte, mas de nada adiantou...
Menino forte, nascido no seio da escravatura e apesar da pouca idade, ja tinha consciência do futuro que lhe aguardava. Ainda muito pequeno, ele sempre acompanhava seu pai nos trabalhos do engenho. Aos poucos ele ia ajudando cada vez mais, ao mesmo tempo que percebia o quanto a vida lhes era dura!
Contudo, ele sempre foi um garoto diferente! E as veses chegava a pensar que nasceu fora de tempo. Escravo, nascido alí... Mas sua cabeça estave em outro lugar! Bondoso, amoroso e muito inteligente! Inteligente o suficiente para saber que já mais conseguiria mudar seu destino! E a pesar de ter essa certeza, ele nunca se conformou com a vida que lhe foi oferecida!
Seu pai por sua vez, negro forte, bem disposto e muito trabalhador; quando jovem era sempre o mais explorado "entre os negros, pelo patrão", estava sempre em linha de frente e o seu filho crescendo vendo essa situação... Toda a exploração sofrida pelo pai e toda sua família, sem nada poder fazer... A não ser, acompanhá-lo no dia-a-dia em suas tarefas. Tarefas essas que na maioria das vezes o levava a exaustão, trabalhando o dia inteiro, sem comer e quase sempre sem água pra beber! E por diversas vezes, viu seu pai desmaiar de fome, sem ter água pra beber! E ele só sofria sem ter o que fazer. O máximo que conseguia fazer, era tentar ajudar o pai, puxar aquelas correntes pesadas que o mantinha preso, aos seus pés, para que ele não fugisse...
E o tempo foi passando e o menino percebendo que nada daquílo mudaria. Já era quase um rapaz, ocupando um lugar de destaque, que outrora fora do pai. Ele que sempre só acompanhou seu pai em sua trajetória, hoje têm seu próprio compromisso! Mesmo assim: Ainda bem que conseguiria permanacer ao lado do pai que tanto amava!
Uma vez o Senhor do Engenho recebeu uma proposta de compra... Os compradores queriam comprar os dois negros mais importantes daquele lugar; pai e filho. "Até então o pai ainda era forte"! E o Senhor ficou bastante interessado no assunto. Até que resolveram marcar uma espécie de leilão.
O Senhor, dono do engenho, pegou aqueles dois negros, pai e filho e com os dois acorrentados saiu pra negociar. Caminharam o dia inteiro sem parar pra descansar. Foi quando ao cair da tarde entraram em uma mata que tinham que atravessar. O Senhor apeou de seu cavalo, amarrou os dois negros e deitou-se. Rápidamente coxilou! Nesse momento que o negro "Juvencio", o pai, sussurrou baixinho!
-Não se mexa! Falou ele ao seu patrão. Uma cobra venenosa, prestes a lhe picar! Quando ela deu o bote o negro meteu-lhe a mão, pegou a cobra pelo meio e bateu com ela no chão! O Senhor logo assustado, pensou que fosse um ataque -Vocês querem me matar, se eu não acordo, eu não via... Os dois negros estavam "brancos" de tanto medo tremia.
Não diziam uma palavra. Sem poder se levantar os negros alí caídos, naquela situação... A bicha estribuchando ficou estirada no chão! O Senhor não viu a cobra, só pensou em traição! Pegou o negro de pau, e bateu com ele no chão! furou ele de espora e lhe bateu de facão! Bateu tanto no coitado, arrastou-o e foi embora.
Voltou pra casa nervoso com o negócio que perdeu!
-O desgraçado me paga, quem me conhece sou eu! Resmungou o patrão com ar de extremo nervosismo.
O menino que era forte nesse dia ele chorou, livrou seu patrão da morte, mas de nada adiantou!
Depois disso, seu pai, nunca mais foi o mesmo, tornou-se um velho doente, e seu filho ocupou seu lugar...
Devido a surra que levou naquele dia acabou perdendo uma vista e da outra pouco via! Impocibilitado de trabalhar, agora além de velho, estava doente!
Menini forte, mas muitas veses chorava; no pé do tronco, onde seu pai apanhava!
Seu pai agora está muito velho e doente! E seu patrão não tem dó...
O negro foi levado para ajudar no serviço da casa grande, mas não tinha condição... Fazia o maior esforço para agradar o patrão. Mas de nada adiantava, ele era um homem sem coração!
Menino forte, mas muitas veses chorava, no pé do tronco onde seu pai apanhava!
E o menino que era forte, nesse dia ele chorou, livrou seu patrão da morte, mas de nada adiantou!
Quando seu pai ficou velho, não podendo trabalhar, seo patrão o botou no tronco, e bateu até matar!
Menino forte, mas muitas veses chorava, no pé do tronco, onde seu pai apanhava!
Gildo Nascimento.
Menino forte, mas muitas vezes chorava, no pé do tronco, onde sue pai apanhava!
O menino que era forte, nesse dia ele chorou! Livrou seu patrão da morte, mas de nada adiantou...
Menino forte, nascido no seio da escravatura e apesar da pouca idade, ja tinha consciência do futuro que lhe aguardava. Ainda muito pequeno, ele sempre acompanhava seu pai nos trabalhos do engenho. Aos poucos ele ia ajudando cada vez mais, ao mesmo tempo que percebia o quanto a vida lhes era dura!
Contudo, ele sempre foi um garoto diferente! E as veses chegava a pensar que nasceu fora de tempo. Escravo, nascido alí... Mas sua cabeça estave em outro lugar! Bondoso, amoroso e muito inteligente! Inteligente o suficiente para saber que já mais conseguiria mudar seu destino! E a pesar de ter essa certeza, ele nunca se conformou com a vida que lhe foi oferecida!
Seu pai por sua vez, negro forte, bem disposto e muito trabalhador; quando jovem era sempre o mais explorado "entre os negros, pelo patrão", estava sempre em linha de frente e o seu filho crescendo vendo essa situação... Toda a exploração sofrida pelo pai e toda sua família, sem nada poder fazer... A não ser, acompanhá-lo no dia-a-dia em suas tarefas. Tarefas essas que na maioria das vezes o levava a exaustão, trabalhando o dia inteiro, sem comer e quase sempre sem água pra beber! E por diversas vezes, viu seu pai desmaiar de fome, sem ter água pra beber! E ele só sofria sem ter o que fazer. O máximo que conseguia fazer, era tentar ajudar o pai, puxar aquelas correntes pesadas que o mantinha preso, aos seus pés, para que ele não fugisse...
E o tempo foi passando e o menino percebendo que nada daquílo mudaria. Já era quase um rapaz, ocupando um lugar de destaque, que outrora fora do pai. Ele que sempre só acompanhou seu pai em sua trajetória, hoje têm seu próprio compromisso! Mesmo assim: Ainda bem que conseguiria permanacer ao lado do pai que tanto amava!
Uma vez o Senhor do Engenho recebeu uma proposta de compra... Os compradores queriam comprar os dois negros mais importantes daquele lugar; pai e filho. "Até então o pai ainda era forte"! E o Senhor ficou bastante interessado no assunto. Até que resolveram marcar uma espécie de leilão.
O Senhor, dono do engenho, pegou aqueles dois negros, pai e filho e com os dois acorrentados saiu pra negociar. Caminharam o dia inteiro sem parar pra descansar. Foi quando ao cair da tarde entraram em uma mata que tinham que atravessar. O Senhor apeou de seu cavalo, amarrou os dois negros e deitou-se. Rápidamente coxilou! Nesse momento que o negro "Juvencio", o pai, sussurrou baixinho!
-Não se mexa! Falou ele ao seu patrão. Uma cobra venenosa, prestes a lhe picar! Quando ela deu o bote o negro meteu-lhe a mão, pegou a cobra pelo meio e bateu com ela no chão! O Senhor logo assustado, pensou que fosse um ataque -Vocês querem me matar, se eu não acordo, eu não via... Os dois negros estavam "brancos" de tanto medo tremia.
Não diziam uma palavra. Sem poder se levantar os negros alí caídos, naquela situação... A bicha estribuchando ficou estirada no chão! O Senhor não viu a cobra, só pensou em traição! Pegou o negro de pau, e bateu com ele no chão! furou ele de espora e lhe bateu de facão! Bateu tanto no coitado, arrastou-o e foi embora.
Voltou pra casa nervoso com o negócio que perdeu!
-O desgraçado me paga, quem me conhece sou eu! Resmungou o patrão com ar de extremo nervosismo.
O menino que era forte nesse dia ele chorou, livrou seu patrão da morte, mas de nada adiantou!
Depois disso, seu pai, nunca mais foi o mesmo, tornou-se um velho doente, e seu filho ocupou seu lugar...
Devido a surra que levou naquele dia acabou perdendo uma vista e da outra pouco via! Impocibilitado de trabalhar, agora além de velho, estava doente!
Menini forte, mas muitas veses chorava; no pé do tronco, onde seu pai apanhava!
Seu pai agora está muito velho e doente! E seu patrão não tem dó...
O negro foi levado para ajudar no serviço da casa grande, mas não tinha condição... Fazia o maior esforço para agradar o patrão. Mas de nada adiantava, ele era um homem sem coração!
Menino forte, mas muitas veses chorava, no pé do tronco onde seu pai apanhava!
E o menino que era forte, nesse dia ele chorou, livrou seu patrão da morte, mas de nada adiantou!
Quando seu pai ficou velho, não podendo trabalhar, seo patrão o botou no tronco, e bateu até matar!
Menino forte, mas muitas veses chorava, no pé do tronco, onde seu pai apanhava!
Gildo Nascimento.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
QUANDO O AMOR NÃO MORRE!
Sonhei que o amor entre as flores,
era mais profundo!
Assim como o perfume das rosas,
são especiais!
Sonhei com um amor infinito!
e um jardim enfeitado de flores,
onde tudo éra encanto!
Corpos nús, cedentos!
Amando-se como animais!
Sobre o olhar atento da noite!
Sonhei com o brilho da lua.
Infinitamente linda, quanto bela!
Lua que sonha acordada,
enquanto espera...
O dia que vem!
A noite se vai...
O Sol que passa...
A Lua que chora!
Lagrimas que molham,o brilho do rosto
ofuscando seu perfume!
Matando aos poucos,
o cheiro das flores!
Que não volta jamais!
Gildo Nascimento
domingo, 30 de outubro de 2011
SEUS OLHOS SÃO COMO PEDRAS DE CRISTAIS!
Seus olhos, são como pedras de cristais!
Verdadeiros diamantes preciosos!
Vivos, oriundos e brilhantes!
Embalando fardos de cetim!
Colorindo sonhos irreais!
Seus olhos, são como pedras de cristais!
Fazendo nascer, palavras em mim!
...Ditas, jamais,
pelo meu imaginário!
Seus olhos, são como pedras de cristais!
Cinzentos, ferozes, incapaz!
Escondem se, através de si!
Esperando, vê se a chuva cai!
Olhos que brilham,
numa ilusão de ótica irreais!
Olhos que riem, são olhos que choram!
Se contentam, em brilharem apenas!
Trazendo a tona...
todo encanto, ora escondido,
numa sede voraz!
...É como rio que corre sem ter fim!
..É como águas limpidas e clara!
Num encanto profundo!
Seus olhos...
São como pedras de cristais!
GILDO NASCIMENTO.
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