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domingo, 30 de outubro de 2011

SEUS OLHOS SÃO COMO PEDRAS DE CRISTAIS!

Seus olhos, são como pedras de cristais!

Verdadeiros diamantes preciosos!
Vivos, oriundos e brilhantes!
Embalando fardos de cetim! 
Colorindo sonhos irreais!

Seus olhos, são como pedras de cristais!
Fazendo nascer, palavras em mim!
...Ditas, jamais,
pelo meu imaginário!

Seus olhos, são como pedras de cristais!
Cinzentos, ferozes, incapaz!
Escondem se, através de si!
Esperando, vê se a chuva cai!

Olhos que brilham, 
numa ilusão de ótica irreais!
Olhos que riem, são olhos que choram!
Se contentam, em brilharem  apenas!
Trazendo a tona...
todo encanto, ora escondido,
numa sede voraz!

...É como rio que corre sem ter fim!
..É como águas limpidas e clara!
Num encanto profundo!

          Seus olhos...
               São como pedras de cristais!


            
                  GILDO NASCIMENTO.














A ROSEIRA E A AVE !

                  
                       Uma folha seca no quintal:

levada pelo vento ao pantanal.



Por onde as águas clara de um rio
à levará...
Por este mundo sem fim!


Oh! Folhinha triste que vai...
Quantas saudades me tráz
saber que você se foi...


Assim dizia a roseira que ficou com sua dor!

Enquanto isso a folhinha;
De tão longe ela sumiu!

E a roseira de saudade...
Ficava banhada em prantos!


                Nisso chega uma ave.

E lhe pegguntou, dizendo:
-Oh! roseira por que choras,
o que foi que aconteceu ?

A roseira exclamou dizendo :
-Uma folha que morreu ! 


A ave que não sabia...
Porque porem todo dia,
ela pousava alí...

E com seu canto em um galho;
ela fazia chorar,
à quem estivesse triste,
e ouvisse o seu cantar!


A ave que não chorava,
disse con um tom de voz:

-Hoje choro quando canto ,
porque meu canto me doi !

-O meu canto é verdadeiro,

mas não é canto de amor,
é um canto de saudade!

                         Disse isso :
                                  E se calou !



            

                  GILDO NASCIMENTO.







CONFIDENTE IDEAL !


                            Por que calaste querida,

                               sem me dizer o que havia?
                               correste risco da propria vida vida
                               e te calaste querida!

                               Talvez não seria eu,
                               teu confidente ideal!

                               Ainda assim, te pergunto:
                               Por que calaste querida !


                                            Gildo nascimento.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ETERNAMENTE VOU TE AMAR !

"Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!"

"Parabéns pra você, nessa
data...!"


-O que foi vovó? Por que a senhora está chorando? O que foi que eu fiz? Me perdoa vovó! Eu disse alguma coisa...? 

Aquele garoto de onze anos de idade, desde que veio morar com sua tia avó, nunca comemerou um aniversário, dele, e nem da vó.
Apesar da pouca idade, ele vive com ela, desde que seus pais faleceram; ele então na época, com quatro anos de idade.
A partir daí, o garoto foi entregue a sua parente mais próxima, passando a viver com ela. Ela que por sua vez, nunca se casou. Optando pela vida de solteira, desde muito cedo; depois de um trauma sofrido...
O garoto então preoculpado em ver tanta tristeza, estampada, no rosto de sua avó, não se contém e chora com ela.

-Vovó! Acabe logo com essa angustia! Conte-me tudo! acabe de vez com esse segredo! Eu não aguento mais tanto mistério!
Diante da tristeza e da insistência do neto ela resolve lhe contar...! -Venha cá meu filho! traga o candieiro mais  perto. Sente-se aqui ao meu lado! Mas antes, vai lá na cozinha e pega no pote uma caneca d'água pra eu tomar!  A historia vai ser longa, e eu preciso molhar bem  minha garganta!

Ele rapidamente saiu, e trouxe a água da vó. Sentou-se ao lado dela, e se pôs  a ouvir...
-Você nem existia ainda naquela época! Há muitos anos...!
Mais precisamente há sessenta e dois anos atráz .  Na época do acontecido, eu só tinha dezesseis anos apenas!
-Vai logo vovó...! Eu tô ansioso pra saber logo o que aconteceu!-
Exclamou o menino.

Responde sua vó:

-Tenha calma meu rapaz, afinal, pra que esse aperreio todo!  Eu guardo esse segredo, ja há sessenta e dois anos. Pra que pressa agora!
-Vai lá dentro e busca meu cachimbo pra mim...! Aqui tá cheio de muriçoca!

-Não acredito! Quer mais alguma coisa? Peça logo de uma vez, Assim a senhora me conta logo o seu segredo.
-Cá, cá, cá! Riu a vovó -Pois bem: Na época moravamos numa fazenda, muito longe daqui: Eu, mamãe e a Deusdite; sua mãe! Papai havia morrido, quando eu tinha então, sete anos de idade.
Quando da morte de papai, sua mãe havia acabado de nascer! Não tinha completado nem três meses ainda de vida. Ficou então mamãe viuva, com duas filhas pequenas, pra criar...!
Minha mãe veio da Espanha ainda pequena com seus pais, ela era filha única, e quando seus pais morreram ela ficou sozinha no mundo. Aí uma família do lugar onde ela morava, tratou logo de casar mamãe com o filho deles. Mamãe ainda era uma menina. Casou-se e ficou práticamente servindo de escrava para o marido, e a família dele! Mas, tudo bem.  Essa era a razão pela qual, mamãe não tinha parentes aqui, e se viu obrigada a essa situação.  Voltamos ao que interessa; com a morte de papai mamãe assumiu as rédeas da casa. Fomos crescendo e quando eu estava de quinze para dezesseis anos e nunca haviamos saído dalí, pra lugar nenhum, foi quando a fazenda começou a evoluir e o trabalho aumentou. Trabalhadores de fora começaram a chegar para prestar serviços na fazenda, e uma dessas pessoas que veio trabalhar, era justamente um rapaz muito bonito, que chamou logo a minha atenção. Era daqueles que a gente poderia chamar de príncipe encantado! E ele era muito falante, chegou e logo começou a trabalhar de vaqueiro na fazenda. Uma profissão muito perigosa! Não gosto nem de lembrar.  Eu era moçinha, modéstia à parte muito bonita, tratei logo de me engraçar pelo rapaz!  Acontece que toda vez que ele passava,  me olhava de um jeito... No começo, eu achava que era s impressão minha! E eu tratava logo de disfarçar, pra não dar o que saber... fingia que nada estava acontecendo, mas com o passar do tempo, fui percebendo que todo santo dia a quele moço inventava uma historia pra passar na minha porta. E  até quando eu ia fugir daquela situação seus olhares, ja não eram mais olhares! Até que não deu mais pra fingir que eu não estava interessada. Afinal, foi amor a primeira vista!  E agora, tendo certeza dos seus interesses, também correspondi. Até que um dia, ele criou coragem e veio falar com a minha mãe pra gente namorar! Me pediu em namoro e é claro que na hora eu aceitei. Afinal, há muito tempo eu esperava por isso! 
-Começamos a namorar e rapidamente resolvemos marcar a data do nosso casamento.
-Enquanto isso Lindomar meu noivo, tornou-se o vaqueiro mais afamado da região! Não só da fazenda. Boi bravo, boi nativo, garrote, dentro das caatingas, não tinha pra ninguém!  Não ficava um que ele não pegasse, ele trazia os bichos a tapa se preciso!  
Casamento marcado. Tudo corria bem!  E devagarinho eu preparava nosso enchoval para o casamento. Mamãe  muito feliz, Lívia sua mãe, também muito satisfeita; todos nós alí, eramos uma alegria só; esperando o grande dia!  O casamento foi marcado para o dia do meu aniversário, para coincidir com o mês de festa, que todo ano tinha na fazenda. Era o mês inteiro de grande festa na fazenda. E os vaqueiros eram solicitados para irem buscar os bois no mato, bois nativos, e tinham que pagar os bichos e trazerem pra fazenda, eram bois que nunca haviam visto gente e, portanto, eram verdadeiramente bravos. eram tão bravos que ao invéz de os vaqueiros correrem atráz deles, eram eles quem corriam atraz dos vaqueiros, muitos vaqueiros acabavam feridos e as vezes até mortos nessas empreitadas!

Emfim, So faltava mais um dia para o nosso casamento. Já estava tudo pronto, correndo as mil maravilhas! Faltava mesmo chegar a hora de firmarmos a nossa união!  O dia do nosso casamento chegou e justo nesse dia, precisavam buscar um boi muito bravo na caatinga, e justamente o vaqueiro que ia substituir meu niovo, teve um problema em cima da hora e não pode ir...  E foi solicitado ao meu noivo que fosse...Porque não tinha outro em cima da hora para substituí-lo. Isso eram sete horas da manhã e não teve outro jeito, parecia que o destino conspirava contra ele! E ele precisava  descansar, afinal, aquele dia era o do seu casamento. Mas não teve outro jeito, ele teve que ir...  Eu não queria de maneira nenhuma que ele fosse...Mas ele era de uma natureza... Ja mais deixou de cumprir um compromisso seu.  Me desesperei, implorei muito para que não fosse, mas com ele era assim; "compromisso em primeiro lugar!" Despedio-se de mim e me disse; "Fica tranquila nega, vai dá tudo certo, daqui a pouco estou de volta, vai se arrumando pra quando eu chegar você já estar pronta? No máximo, lá pras duas horas da tarde eu to de volta nos seus braços! E vamos nos casar e seremos felizes pra sempre!"

Não teve jeito de convencê-lo!  Apiou seu cavalo, me deu um beijo e saiu...

-O que foi vovó, por que a senhora está chorando?
Indagou o menino.

-Meu filho! Eu guardei esse segredo por tantos anos, nunca contei a ninguém, mas agora eu sei, que agora é a hora. Hoje exatamente no dia do meu aniversário eu teria que contá-lo. Se despediom e saiu... Foi embora meu vaqueiro! Fiquei chorando o dia todo, mas pesar de tudo, eu tinha que me arrumar para o casamento. Afinal ele prometeu que ia voltar...!

Passou a manhã inteira e nada de Lindomar chegar... Mas como ele havia dito que por volta das duas horas, ele estaria de volta... Não tinha outro jeito, se não aguardar... 
Uma hora da tarde e nada...
Duas horas e nada...
Tres horas e nada...
Quatro horas e nada...
Cimco horas e nada...

Começei a me desesperar!  Todo mundo alí, preoculpado e ao mesmo tempo tentando me acalmar!  Mas a essa altura, eu ja não cabia mais em mim!

Cinco e meia e nada... Ja era hora de me trocar para ir para a igreja. Mas como? Que igreja que nada, eu so pensava em Lindomar! Não via a hora dele chegar!  Mas a minha mãe me convenceu a me trocar e ir para a igreja assim mesmo sem ele ter chegado, na certeza de que meu noivo logo chegaria...

Nessa altura eu ja estava era tentando me enganar. Mesmo assim, mais do que descontrolada obedeci minha mãe, troquei de roupa e fui ao altar, na esperança de vê-lo chegar, e entrar por aquela porta!
Me pus a esperar, até às onze da noite. Para casa eu não queria mais voltar!
Às onze horas da noite, desmaiei de tanta dor, e fui levada em pleno dia do meu aniversário, a algum lugar. Passei a noite doente, até que o dia seguinte! Foi a quela loucura, festa acontecendo, todo mundo em desespero, uma loucura total. Logo que o dia amanheceu, todos os vaqueiros saíram a sua procura, até que a uma hora da tarde,  chegaram com a notícia... Lindomar estava morto. Ele estava perceguindo um garrote, quando seu cavalo que estava em desabalada carreira, deparou-se com uma valeta escondida no meio do mato, e o cavalo não viu, quando deu por fé, estava muito em cima, não teve como pular...E caíram no buraco, um pra lá, e outro pra cá! O cavalo, teve que ser sacrificado.  Lindomar caíu e quebrou o pescoço. Morreu na hora... O seu corpo estava lá...

Desde então, nunca mais quis saber de festa! Depois disso minha mãe acabou ficando muito doente, algum tempo depois morreu. Ficando somente eu minha irmã e sua mãe! Logo que mamãe morreu, eu ja tinha quase desesete anos, e sua mãe próximo dos dez... Então passei a criar ela como se fosse minha filha! Tomei conta dela, até ela crescer e se casar. Mas como ela nunca engravidou, resolveu adotar você. Me desculpe meu filho! Mas ela não era sua verdadeira mãe! Apesar de ter tido por você um amor profundo! Amor verdadeiro  de uma verdadeira mãe!
Sabemos que ela não mais está aqui entre nós, mas por onde ela estiver ela vai sempre cuidar de você!
-Ela será sempre minha mãe! E onde quer que ela esteja eu ja mais a esquecerei! Eu, a amarei para sempre!!!

-Sabe vovó; amanhã, quando a gente acordar, vamos comemorar o seu aniversário, atrazado! Vamos vovó?

Acoorda vovó! 
Levanta daí!

Fala comigo! 
Por favor!
Não me deixe só ... !!!  

Vovó!!! 
Nããão... !  Vovó!

Nesse momento, o garoto chorando, começa a cantar:

-Parabéns pra você, nessa data querida,  muitas felicidades, 
(...)!


Gildo Nascimento.

































































































































domingo, 23 de outubro de 2011

O FUNDO DO POÇO.

Ei menino, vem logo!
Ei menino, por que você demorou?
Ei menino, você não trouxe o açucar...?

Ei menino, vem pra cá...
Ei menino, cadê as coisas que mandei você comprar?
Ei menino, não corra, se não vai ser pior...


Lendo isso desse jeito, até parece que minha vida era so desobedecer! Mas não era. Eu também tinha meu lado obediente,
prestativo, atencioso, caseiro, trabalhador, e por muitas vezes distraído.
Principalmente, quande em se tratava de uma bola. Talvez por ser a única distração que eu tinha. Ou melhor; não tinha.
Precisava fugir para ter...
E era exatamente aí, que começava tudo...
minha mãe não aturava de jeito nenhum, falha alguma por pequena que fosse! E eu sabia bem disso! Mas talvez por falta de opção, eu tivesse que aproveitar, toda e qualquer chance para também me sentir criança, o que eu era! Mas não me era permitido sobre hipótese nenhuma (apesar dos meus sete, oito anos), descuidar-me dos meus compromissos. 
Levantar cedo, cuidar dos outros irmãos, cuidar da casa, fazer o almoço, para que,quando mamãe chegasse para almoçar o almoço tivesse pronto.se não era motivo para uma surra!
Se algum dos meus irmãos se machucassem, o responsavel era eu.
Se algum ficasse doente, eu, o teria que leva-lo ao médico.
E emfim: Toda responsábilidade pele casa e por todos simplismente era minha. E ài de mim, se algo saisse errado!
Mas eu era muito danado, e quase sempre, tudo saia perfeito.
Até, qoe eu então com oito anos levei meus irmãos menores para tomarem banho no poço. foi aí que naquele dia eu acreditei que minha vida havia mesmo chegado ao fim!
Saíram todos correndo na minha frente, por aquele trilhe estreito, rodeado de mato. Todos alí correndo em minha frente,tomaram uma certa distância de mim, e acabaram chegando ao banheiro primeiro...
(O banheiro para quem não sabe, era um poço rodeado com palhas de coqueiro fechando a sua volta, formando uma parede, lugar onde muita gente do lugar ia se banhar, quase sempre no final da tarde).
Meus irmãos, ao se aproximarem do poço, ou banheiro, como queiram, adentraram correndo. Só que em volta da boca do poço é um barro preto, e estar sempre molhado, e é muito escorregadío.
Eu, vindo logo atrás, despreoculpado, como se tivesse levando meu rebanho.
Mas de repente: Eis que todos os meus irmãos saem daquela palhoça correndo em minha direção, gritando... gritando...
E eu alí, ainda um pouco distante do poço, o que é que eu pensei: Deve ser uma cobra que eles viram e estão assustado por isso!
Mas, me dei conta que faltava justamente o meu irmão menor. E por um segundo, cai a minha fixa, meu irmão...! E corri para lá...
Entrando naquela palhoça, meu irmão não estava lá.olhei para dentro do poço e vi a água balançando,era meu irmão pequeno, de quase dois anos, completamente afundado na quele poço cheio d'água.
Me pus a pensar... Meu Deus! E agora o que é que eu faço!
Emquanto isso, meu irmão foi eté o fundo do poço e subiu novamente se debatendo!
E eu, vendo aquilo tudo, desesperado, sem saber o que fazer! enquanto meu irmão se debatia e afundava novamente, pela segunda vez!
Meu medo era tanto diante daquela situação, que eu só conseguia tremer e pensar... Meu Deus, o que fazer! eu nunca havia passado por algo assim! Se eu deixar meu irmão morrer, o que vai ser de mim! como vou enfrentar a minha mãe! se eu chegar em casa sem ele, sei que ela vai me matar!
Esses momentos tão confusos, pareceram uma eternidade! È aí que meu irmão afunda pela segunda vez, e se perde na água funda e barrenta.
Meu irmão ja fraco! E eu diante de tanta confusão na minha cabeça, pensei: Tenho que escolher agora, a hora que pretendo morrer! Se eu pular agora, nessa água suja e funda, também sei que vou morrer!
Sou tão pequeno ainda, que nem sei nadar! Mas como deixar meu irmão, se acabar assim, morrer, sem se quer tentar...! E mais uma vez pensei: Se eu chegar em casa sem ele, minha mãe vai me matar, a responsabilidade é toda minha!
Nisso: Meu irmão,ja debilitado, emerge pela segunda vez. E eu alí, envolvido em meus pensamentos, e delírios, onde tudo me parece tão confuso! Não tenho mais tempo...  Meu irmão começa a afundar! Afundar; pela última vez!
O que fazer, vendo meu irmão, não mais se debater, sem mais nenhuma condição de lutar pela vida! Alí, estava entregue...!
Resteva a mim...
Não mais vejo meu irmão, a se perder, nessa água imunda!
Por um momento pensei:
Viver ou morrer!
Viver pra que, se serei morto também...
E por um instante, tomado por um espírito encorajador, eu mergulhei... E precisei ir até o fundo do poço, onde encontrei meu irmão, e o trouxe a tona!
Meus outros irmãos em nossa volta, todos alí, era um grito só.
gritos de absoluto desespero!
E como se não tivesse acreditando no que estavam por vê; todos, não paravam de gritar.
Inclusive eu!
Leveio-os para casa sãos e salvos!


tUDO NÃO LEVOU MAIS DE UM MINUTO E MEIO,
MAS PARA MIM, DUROU MAIS QUE UMA ETERNIDADE!


Meu irmão hoje é casado, e nunca tocou no assunto.
Não sei se por causa da idade que ele tinha, e não se lembra,
ou algum tipo de trauma...


Sei que não posso vê-lo todos os dias, mas so de saber que ele estar por aí e bem,
estou satisfeito!!!




GILDO NASCIMENTO.













































































































































segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uma rosa chamada Luana

 
            Aceite essa rosa!


                                 Éla ainda é um botão!

                Trago-a para ti,
         para que não te esqueças, nunca mais,
         de mim!

                                               Leve-a contigo para sempre!
                                                            Assim, como o amor da gente!
                                                                        Essa flor,
                                                            saiu assim...
                                                                      Para brotar em você!

     lembro-me:
                                Do dia seis de setembro,
     quando a trouxeste pra mim!
              Nua e crua.
                         Recem chegada ao mundo!


                                     E eu, alí...
                                         Em pé, no corredor...
                          Sozinho, só chorava,
                 Diante de tanta beleza!
                                                Abracei minha pequena LUANA,
                              Era o meu presente maior,
                                        Que GRAÇA me dava!

                                                                                                       Levaram-na para a mãe,
                                                                                                    em seu anseio de viver!
                                                                                               Quase lhe faltou a vida!
                                                                                           Por pouco, não perdi você!

                               Mas Jesus estava lá...
                                            E se aproximou de nois!
                  Presenteando-me,com a quele botão de rosa,
                       que tirou do seu jardim!
                                para enfeitar nosso mundo!
                                    Foi Deus quem mandou pra mim!

                                                             É um ser de um amor profundo!
                                                     É um pedaço de nois...
                                                                     Guarde-a com sigo para sempre!
                                                             Regue-a com o doce do seu mel!
                                                                  Como se fosse meu Céu!
                                                                         Cuide dela para mim!!!

Gildo Nascimento

Coração: Espere por mim!

                              Sabe coração:
 

                         Espere por miiim!!!
                                     Não me deixe ficar...!
 

         É melhor esquecer tudo...
           E se fechar!
 

                  É melhor que eu vá embora...!
                 Não vale a pena sonhar!
                 O sonho Traz ilusão!
                 E machuca o coração!


Olha só meu peito como estar...!
Estou por dentro chorando!
Compartilho a sua dor!


Você; é como se fosse eu!
E eu; como se fosse você!

Sabe coração;
Tem um jeito pra nois dois.
Vamos unir nossas forças,
pra ver o que vem depois!!!

Gildo Nascimento.

domingo, 16 de outubro de 2011

ENCONTRO DE SABORÉ COM VALDEMAR. PART. 01

                        CHEGADA DE SABORÉ...
        
        SABORÉ

Pense num sujeito atôa,
vindo lá  das Alagoas

que gosta de confusão 
veio morar nessa cidade
tentou fazer amizade
mas só ganhou rejeição...

saboré era tão feio
parecia satanás
O cabra andava pra frente
com os pés virado pra trás
Dêle ninguém se aproxima
todo mundo tinha medo
o sujeito faltava um dedo
em cada mão, e cada pé.

todos que se aproximavam...
ou corria, ou ele matava
e interrava no chão.

o cabra era tão valente
que rosnava pelos dentes
seu café era aguardente
misturada com sabão

Ele era bem baixinho
um e trinta de altura
uma faca na cintura
montado em seu alazão
impregava a lei do medo
so tendo parte com o cão.

Se apoçou da cidade
Denominou-se prefeito,
fiscal e veriador
e destituiu doutor e ocupou seu lugar,
sentado em sua cadeira
começou a dispachar.

Julgava quem quer que fosse
impunidade acabou-se
eu prendo e mando soltar!

                         
                        CHEGADA DE VALDEMAR...

Eh! mas a valentia de Saboré abalou-se
quando ele encontrou-se 
com o tal de Valdemar!
     
          VALDEMAR:

Valdemar era um sujeito
que não temia a ninguém.
Ja enfrentou mais de trinta...
quem viu isso admirou-se.
Quem enfrentou-o acabou-se,
hoje mora no além!

Ele era um vagabundo
que so vivia no mundo
 somente fazendo mau.

Nunca teve moradia
sequer conheceu famia
o mundo era seu lugar.

Ele era tão violento,
dava pancada no vento,
e com o passar do tempo
começou a descascar.

Chegando nesse lugar
Valdemar logo instalou-se
 o que tava ruim acabou-se,
começou a piorar...

Foi na venda de Maria
e bebeu uma aguardente, 
a bicha desceu tão quente
que o cabra arrepiou-se,
hora depois acordou-se
sem saber a onde está!


                        DIAS DEPOIS.
Só mais dias,
menos dias,
para os dois se encontrar.
E o que quer que aconteça,
o mundo vai se acabar!

-Tomo banho de água fria
so para me refrescar!
assim dizia o tinhoso,
o sedento Valdemar.


                         COMEÇOU A FESTANÇA!
O mês de São João chegou:
Trazendo muita alegria.
Mas aqui ninguém sabia,
se podia festejar...

Porque a qualquer momento
o encontro se daria:
Saboré com Valdemar!

 A festança começou:
Éra uma alegria só.
Rapases beijando môça.
Aqui ninguém fica só.

Era quáse madrugada,
quando o mundo estremeçeu.
Foi um barulho danado ,
quase ninguém entendeu... 
o candieiro apagou-se
quem era froxo cagou-se
com o berro que o bicho dêu!



Vêja a continuação dessa história:
NO ENCONTRO DE SABORÉ COM VALDEMAR.
PART. II.



                                                    
                                                                


                                                      GILDO NASCIMENTO.