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domingo, 27 de maio de 2012

ESCURIDÃO


Qual a cor dos teus olhos,
Que só têm vida, em minha imaginação?

 Por que, de mim escondes...
Tua face? E não me deixa ver: Tua beleza.
Se, é só seu: Todo meu encanto!

Sinto em mim; o pulsar, do teu corpo elegante.
Jeito de Princesa; coração de fel.

Pena; que eu não veja o brilho do teu rosto inocente.
Nem teus olhos reluzentes; eu possa ver!

Ah! Como eu queria, ser apenas, a água do rio que te banha.
Ou, o cantar sereno das Sereias, a beira mar!
Os galhos, com frio; esquecidos ao chão.
Deixados molhados, ao relento:
Pela brisa mansa, de todas às manhãs; 
 Enquanto teu corpo descansa, sua alma sonha!
Ao chorar, meu coração!

Ah! Quem dera: Que um dia você podes-se me olhar...
E me deixasse crer; em toda minha ilusão!
E mesmo, que meus olhos não podes-se; te enxergar:
Você me tocasse: Já que não posso ver...
Quem sabe; assim, teus olhos não podes-se:
 Extrair de mim; toda escuridão.
 Que não me deixa perceber...

Ao contrário de você... Eu não tenho visão!
...Que diferente de mim;
Já mais enxergará...
Todo amor latente, em meu coração! 


                             Gildo Nascimento.



sábado, 28 de abril de 2012

TOMA-ME:


É todo seu... Meu coração!
Ama-me; sem chorar.
Toma-me sem medo...
Pegue-me: 
Em suas mão delicadas!
Guarde-me em teu peito!
Faz de mim:
 Tua morada!
Deixa-me, reviver...
...Fazer do teu amor...
Minha razão...

Guarde-me em teu peito!
Carrega-me:  
Em tuas mãos delicadas!!!

         Gildo Nascimento.   

APENAS: FOLHAS CAISSEM


Hoje sou parte, do que restou de mim: Apenas!

Era natal... Tudo era festa.
Naquele dia, era tarde.
Naquela noite chovia...
E em cada pingo d,água  que caia...
...Uma frustração em meu olhar!

O vento soprava pela noite...
Fazia muito frio...
Eu não podia chorar!
Fogos no Céu estralando.
Estrelas brilhando... 
Música  a tocar!

...Choros e gemidos!
Corpos ardentes, a se abraçar!
Enquanto, presa,  em meu desatino...
Olhos triste: Busco, o mar!

O mundo... Assim como eu:
Sofre, lá fora!
A espera, de um simples olhar!
Por isso, chora!

Parte da tristeza da noite,
Fez de mim, seu canto:
E não deixa o vento me tocar.
Mesmo assim: Me, vejo sentida!
Enquanto á brisa da noite...
Chora: A me afagar!

Quem dera, eu: Que não tivera...
Meus cabelos assanhados,
A sombra de uma noite fria e cinzenta,
Ao me abraçar!

Quem me dera... Eu: Somente...
Enquanto eu sofria...
A sombra de uma noite fria...
Enquanto a brisa da noite,
Que caia, a me afagar... 
Não me molhasse!

Apenas: Folhas caíssem...
A me fazer companhia...
(...) !!!

Gildo Nascimento.

domingo, 22 de abril de 2012

ESTOU AQUI


Ah! Como eu queria gritar...

...Teu nome bem alto
E dizer; o quanto, sempre te amei!
É uma pena! Porque escritas,
Não podem soar!
A ti: Darei meu coração!
Ao passo: Que te peço perdão!
Por tudo que errei...!
Por tanto que me perdoaste!
De tanto que me amaste!
De tudo que por mim fizeste!
Confesso: Que jamais amei alguém assim...
Sei que te magoei...!
Estou aqui...
Contigo deixarei meu coração!
Você saberá o que fazer... !
Pode até parti-lo em vários pedaços!
Faça o que quiser de mim!!!


Gildo Nascimento.

FIO DE NAVALHA


No corte de cana, fui Rei

Empunhado, de minhas necessidades
Do fio amolado de minha foice
Sangue meu ... Derramado...
Cicatrizes de cortes, que trago...
Em meu corpo...
São marcas que ficaram em minhas mãos!
De nada mais tenho medo!
De longe; o tinido...
Era o gemido da foice,
A cada pedaço de cana cortado!.
Minha foice, tinha fio de navalha!
Cortava como vento no sertão!
Quanta fome: De mim tu mataste,
Assim, como a de meus irmãos!
Oh! Foice querida!
Mesmo que de mim: Quase me tiraste a vida!
Embora... De menino que eu era,
Nada mais sou!
Ainda assim: De ti, sempre senti saudade!
Minha companheira e amiga, de todas as tardes!
Quando pra casa eu te levava,
com toda inocência e cuidado,
De uma criança, que eu era!
Hoje, sem ti: só tuas lembranças me restaram!
E em mim: Apenas cicatrizes...
De  minhas lembranças!
E uma saudade!!!

Gildo Nascimento.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SONHOS PERDIDOS

             Desejos esquecidos


...Momentos jamais sonhados!
Vidas sem razão!

Peito rasgado!
Olhos sofridos!
Corpos molhado!
Agonia dum coração!

Quantos sentimentos reprimidos:
Palavras ditas em vão!
A alegria estampada em seu rosto:
É como se ouvisse a voz,
Que nao saiu de mim!

Seu sorriso tão gostoso...
E um brilho em seu olhar,
Que ofusca minha roupa!

Só queria ao menos poder chorar;
Ao me lembrar dos momentos felizes!

Vem me procurar!
Tente me encontrar de mim!
Vê se me acha outra vez!
Mas; se não me encontrares... Me deixe...
Eternamente a vagar! Na imensidão...!
E no infinito... Ficarei perdido...
Outra vez!!!

          Gildo Nascimento.

domingo, 8 de abril de 2012

PINGOS DE CHUVA


 
     Palavras ditas em vão:

São como pingos de chuva,
Numa tarde de verão.
São como folhas seca que caem...
E que rolam na areia;
Levada pelo vento.
São como um nada!
findando-se esquecida
Pelo tempo.
Nos dando a certeza
De que tudo... foi em vão!
É como a ultima gota que pinga...
...A escorrer do meu peito,
Ja tão sofrido:
E  que molha meu corpo!
Seja de manhã quando o Sol nasce,
Ou em tarde de verão!!!

                     Gilgo Nascimento.