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terça-feira, 13 de março de 2012

TEMPO.

     
                        

Eu sempre te vi, como deveria...
Um encanto de menina,  num corpo de mulher!
Misturado ao brilho da paixão!
Uma canção a tocar... Em um campo vazio!
Seu retrato na parede. E uma dona que sonha!
Enquanto; que por encanto; um filme que roda.
Te vejo nua, através do tempo, a sonhar!
Menina, criança. Num coração de mulher!
Apegada; a última chance que lhe resta!
O tempo... Que corre depressa demais!
Não temos mais tempo... precisamos nos amar!
Seu tempo é agora...
O tempo vai passar... E nunca mais poderei te amar!
Maldito tempo, que nos esqueceu pra traz!
Fazendo-me, perder de ti; ao longo da hera.
E nesse pouco tempo em que me resta; preciso te amar!
Para que possa se quebrar, todo encantamento; que outrora guardou meu coração!
E assim; enganar esse mesmo tempo que te levou de mim!
E que aos poucos foi matando, todo brilho,
Existente em seu olhar!!! 

                                  Gildo Nascimento.

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